“Abri a página e fiquei olhando ela, assim meio em branca e pensando como seria se eu pudesse verbalizar tudo que eu sinto. Me senti um lixo por não conseguir expor o que eu mesma sinto. Se está dentro de mim como posso eu não saber traduzir? Talvez porque o que esteja dentro de mim seja uma parte de ti? Talvez por isso eu não saiba transcrever? Quem sabe -calma eu to me esforçando pra escrever aqui-. Uma vez uma professora de literatura nos pediu para que escrevêssemos palavras, apenas palavras perdidas na folha, não precisa ter sentido, a única regra a ser seguida era: “tu pensou, tu escreve.”, lembrei-me disso agora, e como isso não precisa ter sentido, vamos lá, vou apenas pensar e escrever (ou melhor, digitar):
Amor
Dor
Sentimentos
Carinho
Você
Atenção
Música
Cortes
Pessoas
Nojo
Rancor
Terror
Amor
Amor
Amor
Amor
Lamentos
Socorro
Coração partido.
(…)”